A segunda-feira (29) chegou ao final com os preços do milho no mercado físico brasileiro sem movimentando pouco. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, a única desvalorização apareceu em Brasília/DF (2,63% e preço de R$ 37,00).

Já as valorizações foram percebidas nas praças de Porto de Santos/SP (1,01% e preço de R$ 50,00), Cascavel/PR e Cafelândia/PR (1,25% e preço de R$ 40,50) e Castro/PR (2,27% e preço de R$ 45,00).

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De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o mercado físico do milho mostrou reação nos dias finais da semana anterior. “A alta do dólar, a cautela dos produtores e a necessidade de recomposição dos estoques puxou para cima a marcação dos preços”.

A análise da Agrifatto Consultoria relembra ainda que “a semana passada encerrou-se com um cenário positivo para o milho brasileiro no mercado físico, já que mesmo com um maior volume de milho entrando no mercado, o dólar e vendedores reticentes em realizar novos negócios travaram qualquer possível desvalorização do cereal”.

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que o elevado patamar do dólar tem favorecido a competitividade do milho no mercado externo, cenário que tem elevado os valores do cereal nas regiões dos portos.

Diante disso, “desde o dia 19, a cotação do milho disponível na região do porto de Paranaguá está acima da observada no mercado disponível da praça de Campinas (SP), o que não era observado desde meados de agosto de 2019. Esse contexto tem feito com que vendedores priorizem ofertas para exportação. Assim, mesmo com a colheita da segunda safra avançando, os preços do milho seguem em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Compradores, por sua vez, adquirem volumes apenas para repor estoques, sem interesse em grandes lotes, à espera de preços menores, fundamentados na intensificação das atividades de campo e no consequente aumento da oferta”.

O Indicador ESALQ/BM&FBovespa voltou a avançar – 2,1% em sete dias –, fechando a R$ 48,15/sc no dia 26.

B3

A Bolsa Brasileira operou durante toda a segunda-feira em alta para os preços futuros do milho. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 1,18% e 2,05% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 47,40 com valorização de 2,05%, o setembro/20 valia R$ 45,32 com ganho de 1,84% e o novembro/20 era negociado por R$ 47,30 com elevação de 1,18%.

Mercado Externo

Os preços internacionais do milho futuros encerram este primeiro dia da semana se valorizando na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 8,75 e 9,50 pontos ao final da segunda-feira.

O vencimento julho/20 foi cotado à US$ 3,26 com elevação de 9,25 pontos, o setembro/20 valeu US$ 3,28 com ganho de 9,50 pontos, o dezembro/20 foi negociado por US$ 3,34 com valorização de 9,50 pontos e o março/21 teve valor de UU$ 3,45 com alta de 8,75 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 2,84% para o julho/20, de 2,82% para o setembro/20, de 2,77% para o dezembro/20 e de 2,68% para o março/20.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho em Chicago subiram nesta segunda-feira com cobertura curta e conversas de que a China estava no mercado de milho nos Estados Unidos depois que os futuros caíram para o menor nível em sete semanas na semana passada.

“Há relatos de que a China está comprando milho nos EUA esta manhã. Definitivamente, somos o milho mais barato do mundo “, disse Jeff French, analista da Top Third Ag Marketing.

Os traders também cobriram posições vendidas antes dos relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de terça-feira e no final do mês e trimestre. Os analistas esperam que o USDA mostre uma mudança modesta nos plantios dos EUA de milho para soja.

“Pudemos ver um declínio nos plantios de milho e um plantio de soja um pouco mais alto, e isso pode acabar sendo negativo para ambos”, disse Karl Setzer, analista da Agrivisor.

No entanto, clima favorável à safra e expectativas de grandes colheitas pairam sobre o mercado, limitando os comícios. Antes do relatório semanal de progresso das colheitas do USDA, na segunda-feira, analistas consultados pela Reuters esperavam, em média, que o governo classificasse 73% da safra de milho dos EUA como boa a excelente, acima dos 72% da semana anterior.

“O mercado de grãos segue o clima durante o verão, não a demanda. Se tivéssemos uma seca, isso realmente ajudaria, mas a última seca que tivemos tão tardiamente foi em 1983”, disse Mike Seery, presidente da Seery Futures.

Portal Guaíra com informações do Notícias Agrícolas