A segunda-feira (08) chegou ao final com os preços do milho no mercado físico brasileiro caindo. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas valorização em nenhuma praça.

Já as desvalorizações apareceram em Cândido Mota/SP (1,18% e preço de R$ 41,80), Porto Paranaguá/PR e Ponta Grossa/PR (2,22% e preço de R$ 44,00), Pato Branco/PR (2,52% e preço de R$ 38,70), Maracaju/MS e Campo Grande/MS (2,56% e preço de R$ 38,00), Marechal Cândido Rondon/PR e Ubiratã/PR (2,60% e preço de R$ 37,50), Londrina/PR (2,63% e preço de R$ 37,00), Eldorado/MS (2,74% e preço de R$ 35,50)

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De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, os últimos dias foram de pressão negativa sobre as cotações do milho em São Paulo e nas praças vizinhas. “O dólar, o recuo da demanda norte-americana e a super safra que está se desenhando por lá tem sido os principais motivos”.

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que a colheita ainda está no início, mas os preços do milho seguem registrando pequenas quedas na maior parte das regiões acompanhadas, sobretudo nas do Paraná e do Centro-Oeste.

“Compradores postergam as negociações de grandes lotes para as próximas semanas, na perspectiva de continuidade do movimento de baixa, ao passo que vendedores consultados pelo Cepea buscam comercializar nos atuais patamares de preços. Nesse contexto, a maior parte das negociações envolve pequenos lotes”, dizem os pesquisadores.

Na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa recuou 3,9% de 29 de maio a 5 de junho, a R$ 48,20 a saca de 60 kg na sexta-feira (05).

B3
A Bolsa Brasileira (B3) também teve mais um dia baixista para os preços futuros do milho nesta segunda-feira. As principais cotações registravam movimentações negativas entre 0,04% e 0,66% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 43,49 com desvalorização de 0,66%, o setembro/20 valia R$ 42,70 com queda de 0,58%, o novembro/20 era negociado por R$ 45,30 com perda de 0,46% e o janeiro/21 tinha valor de R$ 47,00 com baixa de 0,04%.

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até o final da primeira semana de junho.

Somente nestes cinco primeiros dias úteis do mês, o Brasil já exportou 38.612,7 toneladas de milho não moído, volume mais de 54% maior do que as 24.933,3 acumuladas durante o mês de maio todo.

Apesar deste aumento em comparação ao último mês, o índice segue bem abaixo do mesmo período do ano passado. A média diária de exportações do cereal na primeira semana de junho foi de 7.722,5 toneladas contra as 62.895,8 de junho de 2019, patamar 87,72% menor.

Em termos financeiros, o Brasil exportou um total de US$ 6.340,8,8 no período, contra US$ 206.638,00 mil de junho do ano passado.

Segundo a analista de mercado da INTL FC Stone, Ana Luiza Lodi, as exportações brasileiras de milho foram fracas até aqui em 2020, mas devem retomar a força neste segundo semestre. A expectativa da consultoria é que o Brasil exporte algo entre 30 e 35 milhões de toneladas e o alto volume já negociado desta safra ajuda nesta previsão.

Mercado Externo
Já a Bolsa de Chicago (CBOT) abriu a semana subindo para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 2,00 e 2,75 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/20 foi cotado à US$ 3,33 com ganho de 2,50 pontos, o setembro/20 valeu US$ 3,38 com valorização de 2,75 pontos, o dezembro/20 foi negociado por US$ 3,47 com elevação de 2,25 pontos e o março/21 teve valor de US$ 3,59 com alta de 2,00 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 0,60% para o julho/20, de 0,90% para o setembro/20, de 0,58% para o dezembro/20 e de 0,56% para o março/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho ganharam com o aumento dos preços do petróleo, aumentando as esperanças de demanda por etanol. Além disso, surgiram preocupações com a crescente seca em partes do Meio-Oeste americano.

“O milho aumentou com o aumento da demanda por grãos. A produção de etanol está aumentando à medida que a reabertura econômica dos EUA continua, enquanto os agricultores continuam hesitantes em vender”, aponta Christopher Walljasper da Reuters Chicago.

O site internacional Farm Futures destaca ainda que, antes do relatório semanal de progresso da safra do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os analistas esperam que a agência melhore a qualidade do milho em um ponto, com 75% da safra deste ano classificada em condição de boa a excelente. O progresso do plantio deverá atingir 97%, contra 93% na semana anterior.

Portal Guaíra com informações do Notícias Agrícolas