Guaíra pode se tornar um grande polo de concentração de produtos para posterior transporte ferroviário, aéreo e marítimo. Ontem (06), numa espécie de audiência pública no município, foi apresentado à comunidade, empresários, produtores, autoridades, entidades, um estudo de viabilidade técnica, ambiental e econômica feito pela Administração da Hidrovia do Paraná (Ahrana), empresa pública vinculada ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do Ministério dos Transportes, e que tem como área de jurisdição a Bacia Hidrográfica do Rio Paraná.

O estudo demonstra a viabilidade de se construir no município um modal hidroviário

O estudo demonstra a viabilidade de se construir no município um modal hidroviário. A ideia, já ventilada em 2007 em Guaíra, quando foi proposta a construção de um complexo que pudesse atender às demandas de distribuição e recebimento de produtos via água, ar e terra, surgiu com força novamente, agora já com o projeto que abrange o transporte hidroviário e ferroviário.

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A Ahrana está concentrada na ideia de transporte pelo Lago, mas o transporte terrestre por rodovias e ferrovia, neste caso a Ferroeste, também são atendidos no projeto. A Ferroeste tem trilhos até Cascavel e a estrada férrea deve ser estendida até Guaíra, chegando a Maracajú (MS).

A resistência inicial seria com pessoas preocupadas com os danos ambientais e culturais no Lago, haja vista a necessidade de construção de dragagens e “obstáculos” submersos. Embora não tenha sido pos-sível contato ontem, a reportagem de O Presente recebeu informações de que algumas pessoas já se manifestam contrárias ao projeto, com a preocupação do impacto na fauna e na flora. Isso, em razão do trauma deixado com o fim das Sete Quedas.

Fonte: O Presente
Foto: Thiago – Rio Paranazão