Assembléia Legislativa do Paraná - ALEP
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A mesa-diretora da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) estuda aumentar o teto mensal de gastos dos deputados estaduais em 24%. Atualmente, cada um dos 54 parlamentares pode usar até R$ 31,5 mil, em despesas como telefone, transporte, combustível, alimentação e material para divulgação. Caso a mudança seja implementada, os parlamentares poderiam gastar até R$ 39 mil mensais.

A ideia foi confirmada pelo presidente da Casa, deputado Ademar Traiano (DEM). Cabe a ele e aos demais membros da mesa-diretora definirem se o novo teto passará a funcionar na Alep. A diferença na chamada verba de gabinete pode causar um impacto de até R$ 4 milhões anuais. O reajuste seguiria o mesmo patamar aplicado pela Câmara dos Deputados, em Brasília.

Apesar de beneficiar os deputados, os líderes do governo e da oposição se dizem contrários à medida. “Eu acho que não é o momento ideal, na crise em que vive o Brasil”, afirmou o líder da oposição Requião Filho (PMDB). “Nesse momento, é impróprio qualquer reajuste”, concorda o deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB), que lidera os deputados que apoiam o governador na Assembleia.

A RPC procurou todos os 54 deputados estaduais, para saber o que achavam da mudança. Apenas 32 foram encontrados. Desse total, 16 disseram que são contrários à mudança. Outros quatro se disseram a favor do reajuste. Os demais não quiseram se manifestar.

Procurado, o presidente Traiano disse que a ideia de aumentar o limite de gastos partiu de outros deputados. “Existem pleitos. A mesa tem que tomar a decisão. Nós não tomamos e não temos nenhuma definição neste momento. É importante que se diga que, lamentavelmente, nesse meio, nesse mundo, alguns defendem e, quando a imprensa chega, correm da informação”, afirmou.

Ele também negou que esteja sofrendo pressão dos colegas. “Eu não recebo pressões. Parlamentares entendem, alguns, outros não, que aquilo que é de direito deve ser aplicado. Agora, eu, no momento em que tiver que tomar uma decisão, eu tomarei e assumo a inteira responsabilidade. Não farei nada que for ilegal”, disse.

Portal Guaíra com informações do G1


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