ad

Com apoio da Acamop (Associação de Câmaras e Vereadores do Oeste do Paraná), a Câmara Municipal de Guaíra organiza nesta sexta-feira (22), às 14h, um encontro sobre Fracking.

O encontro contará com a palestra do presidente da Associação Brasileira de Fomento às Pequenas Centrais Hidrelétricas (ABRAPCH) Ivo Augusto de Abreu Pugnaloni.

O objetivo é mobilizar a comunidade sobre o que é o Fracking e quais seus efeitos sobre o nosso meio ambiente.

Fracking: o que é e quais são as suas consequências?

A fratura hidráulica, também chamada de fracking, é uma prática que está sendo muito utilizada por companhias de petróleo e gás para aumentar suas produções, e vem gerando bastante polêmica.

Este tipo de extração agride gravemente o meio ambiente por se tratar um processo que consiste na perfuração e injeção de fluídos químicos no solo para elevar a pressão, fazendo com que haja fratura das rochas e a liberação do gás natural.

Nos fluídos usados existem cerca de 600 produtos tóxicos, incluindo agentes cancerígenos. Cada poço pode ser fraturado até 18 vezes e são necessários de 400 a 600 caminhões tanque de água para cada operação. O fluído que é usado é deixado a céu aberto para evaporar, tornando o ar contaminado e contribuindo para o surgimento de chuvas ácidas.

Durante o processo, as águas subterrâneas próximas, usadas para abastecer cidades da região, também ficam poluídas. Houve mais de mil casos de contaminação próximos a área de perfuração.

A exploração do gás é muito comum nos EUA com mais de 500 mil poços ativos. As toxinas que vazam durante o processo estão causando a morte de diversas espécies aquáticas, pois prejudicam a qualidade da água, fazendo com que ela esteja mais ácida, desenvolvendo graves lesões nos peixes.

Este processo de extração está sendo fortemente questionado por um grupo de ambientalistas e sociedade civil que querem a suspensão imediata desta prática. Um estudo publicado recentemente afirma ainda que o fracking pode estar ligado à presença de terremotos. Conforme a pesquisa, pelo menos 109 terremotos foram registrados no estado de Ohio, em um período de 14 meses. Os fenômenos teriam começado após 13 dias do início das fraturas hidráulicas na região.

Fracking na região Oeste do Paraná

A utilização do fracking, também conhecido como fraturamento hidráulico, foi autorizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) no ano passado por meio de um leilão. O consórcio vencedor é formado pela Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica), as empresas Petra, Bayar e Tucumann. Falando em nome do consórcio, a Copel informou que arrematou quatro blocos na porção oriental da Bacia do Paraná e que o bloco 297, onde se localiza Toledo, corresponde a área arrematada pela Petrobras.

Em nota, a companhia afirmou ainda que “quanto ao uso do fracking para obtenção de gás não convencional, a Copel reafirma sua posição de não iniciar quaisquer estudos para sua aplicação nos blocos sob sua concessão sem o suficiente diálogo com todas as partes interessadas nestas atividades, ou sem que as consequências ambientais sejam exaustivamente avaliadas.”

Uma das preocupações da população do Oeste do Paraná é que a extração de gás não convencional contamine o aquífero.


CLINICA SALUTAR