Operação da Receita Federal para a fronteira em Guaíra

Auditores da Receita Federal de Guaíra aderiram à Operação Desembaraço Zero, desencadeada nesta semana com término previsto para ocorrer amanhã. A mobilização resultou na paralisação da liberação de cargas, deixando mais de 250 caminhões parados na fronteira do Brasil com o Paraguai.

A operação ocorre simultaneamente em todos os municípios fronteiriços – menos Foz do Iguaçu. Apenas Foz decidiu manter a operação-padrão e abrir mão do desembaraço zero diante do clima tenso registrado no município. Quando a Receita Federal decidiu agir com maior rigor na fiscalização, os caminhoneiros se mobilizaram e protestaram em frente à Estação Aduaneira do Interior e na avenida Paraná, realizando bloqueios e barricadas por intermédio da queima de pneus.

Em Guaíra, boa parte dos caminhões está carregada com trigo, soja, milho e fécula de mandioca. Até então, a liberação dos caminhões na fronteira era realizada de forma cadenciada. Agora, com o desembaraço zero, todos os procedimentos foram interrompidos. Em Mundo Novo (MS), os auditores fiscais da Receita Federal também aderiram a uma mobilização mais radical.

No último dia 18, a greve completou cinco meses. O movimento nacional pede reajuste salarial compatível com as perdas inflacionárias ao longo dos últimos anos, em que a categoria não recebeu aumentos salariais.

As perdas são inevitáveis, conforme o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Guaíra. Quando chegar ao destino, certamente a qualidade dos produtos já estará comprometida, principalmente em virtude do forte calor predominante naquela região.

Segundo o representante do Sinditac em Guaíra, Emanuel do Carmo, o maior problema é que quem acaba arcando com todo prejuízo é o caminhoneiro. Os auditores fiscais querem aumento de 30,18% nos seus salários.

Fonte: Vandré Dubiela – O Paraná

Foto: Tiago Tsuneto/ Rio Paranazão

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